quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Forlán é liberado para o Uruguai e desfalca Inter em 2 jogos no Brasileiro

Sem o atacante, crescem as chances de Scocco começar como titular pela primeira vez


Por Tomás Hammes Porto Alegre
Forlán atacante Inter (Foto: Tomás Hammes / GLOBOESPORTE.COM)
Forlán não atuará pelo Inter nos jogos contra
Atlético-PR e Botafogo (Foto: Tomás Hammes)
Mais uma baixa para Dunga. Além de Índio, Jorge Henrique e Fabrício, o técnico também não terá Diego Forlán diante do Atlético-PR neste domingo, no Estádio do Vale, em Novo Hamburgo. O uruguaio se apresentou à seleção do Uruguai para iniciar o período de preparação para o amistoso contra o Japão, em Sendai, no dia 14 de agosto.
Como a partida é apenas no meio da próxima semana, o atacante também desfalca o Inter no duelo com o Botafogo, que será realizado um dia depois do enfrentamento com a Celeste.
Assim, a tendência é que Scocco realize o seu primeiro jogo como titular, ao lado de Leandro Damião. No meio, o substituto de Jorge Henrique deve ser Alan Patrick. No entanto, Dunga ainda não deu indícios da equipe que estará em campo neste final de semana.
Na ventosa manhã desta quarta-feira, o treinador realizou um trabalho tático. Os jogadores foram divididos em três equipes, onde só podiam dar dois toques na bola.
O grupo volta às atividades nesta tarde no Centro de Treinamentos do Parque Gigante.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Inter vê viagem longa e logística como obstáculos contra o Salgueiro

Diretor de futebol Marcelo Medeiros, no entanto, aposta na força do grupo para superar a adversidade de atuar no Sertão de Pernambuco

Por GLOBOESPORTE.COM Porto Alegre

 
Dunga em treino do Inter no Rio (Foto: Alexandre Lops / Inter, DVG)
Inter foca no Salgueiro e "esquece" próxima fase
 (Foto: Alexandre Lops / Inter, DVG)
Mais viagem, mais desgaste. E uma logística delicada pela distância entre Recife e Salgueiro. Assim o Inter recebeu a notícia de que enfrentará o Salgueiro pelas oitavas de final da Copa do Brasil.
Como de hábito, nada de um discurso otimista e admitir o favoritismo diante do adversário sem tanta expressão. Após o sorteio realizado no início da tarde desta terça-feira, o Inter fez sua primeira avaliação sobre o próximo rival. A distância de 518km do município de Salgueiro para Recife no Sertão Pernambucano surge como o grande complicador. O diretor de futebol, Marcelo Medeiros evita pensar na sequência da competição, e sim, em superar as adversidades apresentadas em razão do confronto.
- Campeonato de mata-mata é assim. Você não pode escolher adversário. Foi o que a sorte nos reservou. Será uma viagem bastante longa, com uma logística complicada, o que são agravantes neste momento. Mas tudo bem. Faz parte. Estamos preocupados com o Salgueiro e em tentar superá-lo. O pensamento é jogo a jogo – afirmou em entrevista à Rádio Bandeirantes.

Medeiros acredita que outros clubes grandes também terão dificuldades, mesmo os que não enfrentam times de grandeza semelhante. A discrepância climática e as longas distâncias são fatores que contribuem como obstáculos e colocam rivais nem sempre apontados como favoritos a seguir adiante na competição.

- Todos os clubes apresentam dificuldades. O Cruzeiro, pela qualidade técnica, o Nacional-AM, que é de uma região quente e distante. Copa do Brasil apresenta peculiaridades e dá oportunidades para clubes com menos expressão postular o título. Mas o Inter tem grupo para jogar com qualquer um. Temos que superar os desafios – completou.

A definição das datas dos enfrentamentos ocorrerá na tarde desta terça-feira.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Copa do Brasil: adversário será conhecido no dia 6 de agosto


Inter aguarda pela definição do adversário nas oitavas de final da Copa do Brasil
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) marcou para o dia 6 de agosto o sorteio que definirá o chaveamento das oitavas de final da Copa do Brasil.
O regulamento deste ano tem uma novidade: além dos times classificados da terceira fase, o torneio nacional também terá as equipes que disputaram a Libertadores da América de 2013 – Fluminense, Corinthians, Atlético Mineiro, Palmeiras e Grêmio –, que entram de forma automática.
O Vasco da Gama é outro clube que passa a disputar o título a partir das oitavas, uma vez que ocupará o lugar do São Paulo, que fica de fora por estar na Copa Sul-Americana como atual campeão do torneio continental.
A CBF deve compor os blocos da seguinte maneira, com 'A' de um lado da chave e 'B' de outro, não havendo enfrentamentos entre os times dos mesmos blocos:
Bloco 1
Internacional
Corinthians
Fluminense
Atlético-MG
Palmeiras
Grêmio
São Paulo
Flamengo
Bloco 2
Goiás
Salgueiro
Cruzeiro
Luverdense
Nacional-AM
Botafogo
Atlético-PR
Santos

fonte: Sport Club Internacional

domingo, 4 de agosto de 2013

Empate em 1 a 1 no primeiro Gre-Nal da Arena


Inter lutou muito no clássico 397 e entrou no G4 com o empate obtido na Arena
O Internacional empatou em 1 a 1 com o Grêmio no clássico que foi disputado na tarde deste domingo, o primeiro da história da Arena, válido pela 11ª rodada do Brasileirão. Os gols saíram no primeiro tempo, com os donos da casa abrindo o placar com Barcos, de pênalti, e Leandro Damião empatando dois minutos mais tarde.
O Colorado atuou com um jogador a menos nos 15 minutos finais, já que Jorge Henrique foi expulso. Fabrício também foi exageradamente expulso nos acréscimos pelo árbitro Fabrício Neves Corrêa, que também deixou de aplicar cartões óbvios aos jogadores gremistas e inverteu muitas faltas ao longo do Gre-Nal.
Na base da garra, o time de Dunga segurou o empate e chegou aos 19 pontos na tabela, ocupando a zona de classificação à Libertadores, na quarta posição. O próximo desafio no campeonato será diante do Atlético-PR, dia 11, no Estádio do Vale, em Novo Hamburgo.
Índio fica de fora
O Inter teve dois desfalques no terceiro clássico da temporada. O lateral Gabriel, lesionado, não pôde atuar contra seu ex-time. Índio, que recupera-se de dores musculares, passou por uma reavaliação médica instantes antes do jogo e acabou sendo vetado. Por outro lado, o time ganhou o reforço dos recém contratados Alex e Scocco, que iniciaram no banco de reservas. O Colorado começou o duelo com a seguinte formação: Muriel; Ednei, Ronaldo Alves, Juan e Kleber; Willians, Josimar, Jorge Henrique e D’Alessandro; Forlán e Leandro Damião.
Primeira vez na Arena
O Gre-Nal 397 entra para a história do clássico com sendo o primeiro disputado na Arena, a nova casa do rival. Apenas 1,5 mil colorados puderam assistir ao jogo das arquibancadas do novo estádio.
Colorados marcaram presença no primeiro Gre-Nal da Arena
Jogo duro
O confronto começou com os ingredientes inerentes ao Gre-Nal: muita disputa pela bola e forte marcação de ambos os lados. Os time se estudavam e procuravam se expor o mínimo possível. O Grêmio tentou ameaçar em lances de bola parada, como aos 7min, em cobrança de Elano que Riveros desviou de cabeça por cima do gol. Um minuto depois, Jorge Henrique disparou chute de longe, mas a bola ganhou muita elevação.
Com gol de pênalti, Inter larga atrás
Os donos da casa tinham mais posse de bola e criaram boa chance aos 12min, em cabeceio de Barcos que Muriel defendeu com absoluta segurança. Aos 17min, Kleber caiu na área após choque com Willians e o árbitro marcou pênalti. Barcos cobrou e converteu. 1 a 0.
Damião empata dois minutos depois
Mas o Inter foi valente na Arena e chegou ao empate logo em seguida, aos 20 minutos. Willians avançou pela direita como se fora uma lateral e cruzou rasteiro para a pequena área, onde Leandro Damião apareceu para chutar para o fundo do gol. Foi o sexto gol do atacante em 13 Gre-Nais e o 10º nesta temporada.

Leandro Damião deixou a sua marca no clássico
O jogo ficou um pouco mais aberto, com os times chegando com mais frequência ao campo de ataque. Porém, as chances de gol foram escassas. Aos 26min, D'Alessandro cobrou falta fechada do lado direito da área e Dida fez defesa segura. Aos 28min, Alex Telles recebeu na área e chutou com força, sobre o gol colorado. Aos 35min, Dida defendeu sem problemas a cobrança de falta batida por Forlán.
Arbitragem complacente
Como o volante Adriano havia recebido o cartão amarelo logo nos primeiros minutos da partida e estava cometendo sucessivas faltas – inclusive passíveis de recebimento do segundo amarelo, omitido pelo árbitro Fabrício Neves Corrêa –, o técnico Renato Portaluppi optou por colocar Ramiro em seu lugar antes mesmo do intervalo. Ao 41min, Kleber desviou de cabeça mas Muriel estava atento e fez boa defesa.
Mudança no intervalo
No intervalo, Fabrício entrou no lugar de Ednei. Com isso, Jorge Henrique passou a exercer a função de lateral-direito.
O jogo recomeçou com o Grêmio investindo na bola parada cobrada por Alex Telles, mas Muriel estava soberano por cima e afastou de soco nas duas oportunidades. O clássico ficou bastante truncado, com excessivas faltas (até os 27min foram 15 faltas do Grêmio contra quatro do Inter). Aos 11min, Ramiro cruzou e Elano cabeceou longe do gol. Aos 14min, Barcos girou sobre o marcador no interior da área e chutou para a defesa de Muriel. Aos 22min, D'Alessandro bateu falta e Dida defendeu.
O técnico Dunga fez a primeira mudança no time aos 24min: o atacante argentino Scocco entrou no lugar de Forlán e fez a sua estreia com a camisa colorada. Já o Grêmio promoveu a entrada de Maxi Rodríguez no lugar de Elano. Aos 28min, Barcos fez cruzamento rasteiro e Jorge Henrique afastou providencialmente a bola da pequena área, uma vez que Kleber fechava para conclusão.
Inter com um a menos
O panorama da partida ficou complicado para o Inter aos 31min, quando Jorge Henrique recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Alex Telles cobrou a falta em cima da barreira e na sequência Ramiro tocou de cabeça por cima do gol. Aos 35min, Scocco chutou rente à trave esquerda, na melhor chance colorada na etapa final
Aproveitando a vantagem numérica, o Grêmio pressionou até o final em busca do gol, mas o Colorado se fechou bem e garantiu o empate. Os instantes finais do clássico foram tensos. Aos 46min, Fabrício cometeu falta sobre Ramiro e o árbitro, exageradamente, expulsou o lateral colorado. Um minuto mais tarde, Werley agrediu Willians e também recebeu o cartão vermelho. E o placar ficou mesmo no 1 a 1.
"A equipe do Inter está de parabéns. Fez um bom jogo", disse Josimar.
"A atuação do árbitro foi lamentável", reclamou o presidente Giovanni Luigi.
Ficha técnica:
Grêmio (1): Dida; Werley, Bressan e Rhodolfo; Pará, Adriano (Ramiro), Riveros (Paulinho), Elano (Maxi Rodríguez) e Alex Telles; Kleber e Barcos. Técnico: Renato Portaluppi.
Internacional (1): Muriel; Ednei (Fabrício, no intervalo), Ronaldo Alves, Juan e Kleber; Willians, Josimar, Jorge Henrique e D’Alessandro; Forlán (Scocco, aos 24min do 2º tempo) e Leandro Damião. Técnico: Dunga.
Gols: Barcos (G), de pênalti, aos 18 minutos do primeiro tempo, Leandro Damião (I), aos 20 minutos do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Adriano, Bressan, Rhodolfo (G); Willians, Jorge Henrique, Josimar, D'Alessandro (I). Expulsões: Jorge Henrique, Fabrício (I) e Werley (G).
Arbitragem: Fabrício Neves Corrêa, auxiliado por Marcelo Barison e José Eduardo Calza.
Local: Arena, em Porto Alegre.

fonte: Sport Club Internacional

Gringos 'invadem' Gre-Nal e viram atração à parte do clássico na Arena

D’Alessandro, Diego Forlán e Scocco, pelo Inter, e Barcos, Riveros e Maxi Rodríguez, pelo Grêmio, prometem duelo à parte neste domingo, na Arena

Por GLOBOESPORTE.COM Porto Alegre

 
Além do duelo entre Dunga e Renato, o primeiro Gre-Nal da Arena, deste domingo, 16h, terá outra atração à parte. Será um confronto de gringos. De um lado, D’Alessandro, Diego Forlán e Scocco, pelo Inter, e Barcos, Riveros e Maxi Rodríguez, pelo Grêmio. Cada um conta com um atrativo para quem sabe deixar o clássico como protagonista do jogo.
Poderiam ser até mais gringos, se a lei brasileira permitisse mais do que três por partida. Entre os comandados de Dunga, os argentinos Bolatti e Dátolo perderam espaço e devem sair. Já no Tricolor gaúcho, Vargas fica de fora por motivo duplo. Além de ter sido suspenso por quatro partidas pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva, apresentou lesão no tornozelo.

“O Homem-Gre-Nal” 
D'Alessandro contra o Esportivo (Foto: Alexandre Lops / Inter, DVG)
 
D’Alessandro: capitão e referência técnica do Inter, o camisa 10 cresce no clássico. Sua história pelo clube gaúcho, aliás, está ligada ao Gre-Nal. Foi neste jogo, no dia 13 de agosto de 2008, pela Sul-Americana, que o gringo estreou pelo Inter. O enfrentamento com o Grêmio caiu no gosto de El Cabezón, que virou algoz dos rivais. No total, em 17 jogos, marcou seis gols. Venceu oito, empatou cinco e perdeu quatro. O que lhe dá um aproveitamento de 56,86%.  
“O artilheiro” 
Diego Forlán marca contra o Fluminense (Foto: Alexandre Lops / Inter, DVG)
 
Diego Forlán: atual artilheiro da equipe com 16 gols, o uruguaio parecia que não teria muita sorte no clássico. Em 2012, perdeu o primeiro e só entrou nos minutos finais do segundo, quando o Inter empatou em 0 a 0 com o Grêmio, ambos pelo Brasileirão. Veio 2013 e tudo mudou. Nos dois clássicos, Forlán foi o principal jogador. As duas vitórias por 2 a 1 tiveram sua marca. Em cada um, o atacante balançou as redes.  
“A surpresa” 
Scocco treina no CT do Parque Gigante (Foto: Tomás Hammes / GLOBOESPORTE.COM)
 
Scocco: última contratação do Inter, o argentino pode repetir os passos de D’Alessandro e Dátolo. Assim como os compatriotas, o atacante estreará pelo Colorado no Gre-Nal. Ele começará o embate no banco de reservas, ficando como alternativa para o decorrer da partida. Caso marque, seguirá Dátolo e poderá escrever sua história como mais um jogador talhado ao clássico, como é D’Ale.  
“A esperança” 
Barcos comemora gol pelo Grêmio (Foto: Lucas Uebel/Divulgação, Grêmio)
 
Barcos: Em baixa com a torcida e dirigentes, Barcos admite que o momento tésnico não é o melhor. Mas sem Zé Roberto e Vargas, lesionados, recaem para o Pirata a maior esperança de gol. Em 24 partidas em 2013, marcou seis gols – ainda bem distante daqueles 20 estipulados, quando fora apresentado como atleta gremista, no início do ano. Renato, no entanto, deposita confiança de que o centroavante voltará a ter rendimento semelhante ao que teve no início avassalador de Grêmio.  
“O cão-de-guarda” 
Riveros treina na equipe titular do Grêmio (Foto: Rodrigo Fatturi / Grêmio, DVG)
 
Riveros: Foram somente duas partidas até então, mas o paraguaio já conseguiu deixar boa impressão. Contratado para ser o substituto de Fernando, o volante foi o melhor do time na vitória por 2 a 0 sobre o Fluminense, quando marcou um gol, e teve atuação acima da média gremista, na derrota para o Corinthians. Além de acrescentar poderio de marcação, também se tornou arma ofensiva em jogadas aéreas.  
“A promessa” 
grêmio maxi rodríguez jogo-treino caxias (Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)
 
Maxi Rodríguez: Contratado junto ao modesto Montevideo Wanderers, do Uruguai, o atleta de 22 anos chegou como uma aposta. O meia teve de passar por uma fase de condicionamento físico antes de estrear. E o primeiro jogo do uruguaio deixou a torcida animada. Ele entrou no segundo tempo da partida contra o Atlético-PR, fora de casa. Pouco tempo depois, ele daria um lindo lançamento para Barcos empatar a partida. Entrou bem também na vitória contra o Botafogo e se credenciou como substituto de Elano e Zé Roberto. Com a lesão do camisa 10, ele tem agora a chance de iniciar uma partida pela primeira vez.

Algoz no Olímpico, Larry aposta em D'Ale para repetir história na Arena

Ex-atacante marcou quatro gols no primeiro Gre-Nal da ex-casa tricolor e coloca jogo como o ponto que "mudou sua história" no Inter

Por Tomás Hammes Porto Alegre

 
Larry Pinto de Faria foi um dos destaques dos Jogos de Helsinque (Foto: Reprodução/SporTV)
Ao todo, Larry balançou as redes do Grêmio em 10
oportunidades (Foto: Reprodução/SporTV)
Um jogo que sempre deixa marcas. Uma atuação que será lembrada para sempre. A chance de ser perpetuar como ídolo. E, lógico, fazer a festa na casa do Grêmio, logo no primeiro clássico da Arena. O que dá ao confronto contornos históricos. Justamente como ocorreu com Larry. E qual colorado poderá ter a honraria de ser o algoz tricolor, como foi o ex-atacante? O nome que vaga no imaginário dos torcedores é também o do ídolo: D'Alessandro.
- O D’Alessandro é um jogador fora de série. Ele está um pouco acima dos demais. Que ele tenha um pouco mais de cautela, não se irrite. Tem tudo para ser o grande condutor do time do Inter. Ele gosta deste jogo e costuma ir bem.
A aposta de Larry se referenda nos números de El Cabezón. O camisa 10, principal referência do time de Dunga, tem um histórico positivo no clássico, em 17 partidas. Seu retrospecto aponta oito vitórias, cinco empates e quatro derrotas, um aproveitamento de 56,86%. Sua estreia ocorreu justamente em um Gre-Nal, no dia 13 de agosto de 2008, quando as duas equipes empataram em 1 a 1. Dos 49 gols marcados pelo Colorado, seis foram no rival. Um, inclusive, garantiu vaga à Libertadores, no Brasileirão de 2011.
O dia em Larry entrou para a história do Inter
Só que, se hoje o carioca de Nova Friburgo confia no talento de D'Ale para ver o Inter fazer a festa na nova casa gremista, há muito tempo, coube a este senhor, que está com 80 anos alegrar o lado vermelho do Rio Grande do Sul e estragar a festa gremista. Quase 60 anos. No dia 26 de setembro de 1954, o jogador trazido do Fluminense no mesmo ano se firmou como um dos principais expoentes colorados de todos os tempos. Não era o seu primeiro clássico. E, nos dois anteriores, já tinha balançado as redes, o que mostrava sua predestinação ao duelo com o Grêmio. Porém, aquele confronto o levaria para outro patamar.
- Aquele Gre-Nal mudou minha história como jogador. Já tinha atuado em outros dois, mas aquele era o primeiro no Olímpico. Está na minha lembrança até hoje, ter marcado quatro gols. Se passaram vários anos, mas todo mundo fala daquele Gre-Nal. Até os jovens sabem. Isso marca – fala sem esconder o orgulho.

Larry ex-atacante Inter (Foto: Alexandre Lops / Divulgação Inter)
Larry aponta a vitória no primeiro Gre-Nal do
Olímpico como um marco para o Inter (Foto:
Alexandre Lops / Divulgação Inter)
O atacante ouvia de dirigentes, membros da comissão técnica o quão importante era o clássico. E aquele ainda mais, por ser o primeiro do Olímpico. A construção da nova casa, enquanto o Inter ainda atuava nos Eucaliptos, deixava as duas equipes em situações distintas. A atmosfera em torno do rival era amplamente favorável. Até por isso, o Inter, que estava invicto há oito partidas, tratou de manter a mobilização da mesma maneira. E um jogador em especial: Larry. 

- Eu cheguei naquele ano a Porto Alegre. Eu pouco sabia deste ambiente. As pessoas do Inter foram me falando a importância do clássico, que podia mudar a vida do jogador. Entramos determinados a vencer, a brilhar no novo campo do Grêmio, que apresentava uma evolução ao futebol gaúcho. Não sei como seria a história do Inter caso perdêssemos. Na minha opinião, aquilo motivou o Inter. Foi um acontecimento grandioso para o Internacional - lembra.

O gosto pelo clássico ficou cada vez mais latente. Ao todo, balançou as redes tricolores em dez oportunidades. E, a cada vez que o Gre-Nal se aproximava, aumentava a esperança dos colorados por um bom resultado. Muito pela atuação de gala no primeiro do Olímpico.
Homenagem dos torcedores
O jogo ficou eternizado. Aos 80 anos, ainda é parado nas ruas pelos torcedores para falar sobre o jogo e o que contribuiu para o clube. Rendeu a Larry uma faixa de torcedores, com o rosto do ex-jogador e seu apelido, o “Cerebral”.
- Até hoje passam por mim e comentam. Fizeram aquela caricatura, que mostram na arquibancada. É algo sublime para um jogador. Receber esta homenagem me deixa envaidecido.
Torcida faixa Larry (Foto: Diego Guichard / GLOBOESPORTE.COM)Torcida confeccionou uma faixa em homenagem a Larry (Foto: Diego Guichard / GLOBOESPORTE.COM)

O ex-atacante adota o discurso conservador e evita apontar um favorito. Acredita que, assim como apregoam os jogadores atuais e treinadores, o Gre-Nal coloca as duas equipes em pés de igualdade.
O apelo do ídolo
A sua preocupação, além de ver uma vitória do Inter, é claro, está nas arquibancadas. Larry deixa transparecer seu lado saudosista. Acostumado a atuar sempre com o estádio dividido com espaços semelhantes às duas torcidas, o ex-jogador não se conforma com a nova tendência do futebol atual, quando o time mandante tem um número muito maior de ingressos. Apesar disso, faz um apelo: que as brigas entre os rivais ou das mesmas torcidas não esteja presente na Arena.
- Não posso colocar o Inter como favorito. Os dois têm armas para ganhar. Isso mostra a grandeza do Gre-Nal, como é maravilhosa esta partida. O que não consiga gostar é desta nova composição das torcidas. É uma das coisas mais estúpidas que vejo no futebol gaúcho, o fato de você quase alijar uma torcida. Não era assim na minha época. Fico horrorizado com este número menor, é triste. Só quero que a torcida do Inter vá e torça, não brigue. Se perder, vire as costas e não participe de qualquer tipo de violência.
As palavras de Larry demonstram a razão de ser o "Cerebral" não apenas em seu período como atleta. Que as duas torcidas entendam as palavras do ídolo colorado e apenas empurrem seus times para o primeiro triunfo na Arena.

sábado, 3 de agosto de 2013

À disposição, Alex e Scocco viram armas extras do Inter para Gre-Nal

Argentino já apresenta boas condições físicas, enquanto o talento do meia é aposta do Colorado

Por Tomás Hammes Porto Alegre

 
Scocco treina no CT do Parque Gigante (Foto: Alexandre Lops / Inter, DVG)
Scocco treina no CT do Parque Gigante
(Foto: Alexandre Lops / Inter, DVG)
D’Alessandro é a grande esperança no Gre-Nal. Mas as novidades do Inter estarão no banco de reservas: Alex e Scocco. A dupla, que ainda se ressente de entrosamento, poderá fazer sua estreia (no caso do meia em sua segunda passagem pelo Beira-Rio) no decorrer do clássico 397, domingo, na Arena.
Apresentados há nove dias, os dois trabalharam com os companheiros sem problemas durante toda a semana. No coletivo da última quinta-feira, a dupla chegou a ser testada na parte final da atividade entre os titulares. Para Dunga, apesar de ambos ainda não terem o melhor entendimento com o restante do grupo, já podem “contribuir” em uma partida:
- O Alex e o Scocco são jogadores que chegaram agora. Eles ainda não têm o entrosamento com os demais, que só virá aos poucos. Mas estão à disposição.
Scocco está em melhor forma física do que Alex. Ainda no início de julho, disputou as semifinais da Libertadores - torneio no qual foi um dos vice-artilheiros, com seis gols -, pelo Newell´s Old Boys.
- O Scocco vinha em um ritmo muito bom. Ele voltou a treinar e está em melhores condições pelo percurso e faixa de campo que atua - afirmou o preparador físico Paulo Paixão em entrevista à Rádio Gaúcha.
Alex, meia do Inter (Foto: Alexandre Lops / Inter, DVG)
Alex é opção para a segunda etapa do Gre-Nal (Foto: Alexandre Lops / Inter, DVG)
Já Alex veio do Al Gharafa, no Qatar. Até por ser um meia, atua em uma faixa maior do campo. Paixão acredita que precisará de mais alguns jogos para chegar à plenitude da forma física, mas o talento pode compensar:
- O Alex tem um gasto calórico maior. Ele corre mais no gramado. É um jogador de excelência técnica. Ele não esqueceu de jogar bola. Os trabalhos foram feitos. Vamos ver a reação do atleta e colocá-lo à disposição do Dunga. Em duas semanas ele recupera a forma física, mas ritmo de jogo precisará de cinco, seis jogos.
Os colorados apostam muito na dupla. E gostariam de vê-los ajudar na conquista de um bom resultado neste domingo, no primeiro Gre-Nal da Arena